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Filme do Dia: O Velho da Montanha (1933), Dave Fleischer

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  O  Velho da Montanha ( The Old Man of the Mountain , EUA, 1933); Direção: Dave Fleischer. Numa montanha, um velho passa a aterrorizar animais e humanos. Betty Boop vai ao encontro dele e passa a ser perseguida, sendo salva somente por conta dos animais que se reúnem e atacam o velho. Como em Minnie the Moocher , do ano anterior, Cab Calloway e sua orquestra surgem ao início. Se o prólogo ao vivo não possui qualquer organicidade com o universo animado e ficcional que se segue, sua música não apenas provoca um elemento de continuidade entre os dois mundos, como Calloway ou o homem negro, se dilatarmos a analogia, pode servir como metonímia, inclusive, para uma personagem branca e velha tal como o vilão aqui retratado, e sua energia sexual desmedida – o Velho encarna a voz de Calloway a determinado momento. E Fleischer provoca uma torção maliciosa em um clichê típico dos contos de fadas, apropriado ad nauseum pelos filmes da Disney, em que os animais ajudam os humanos de “bom coraç

Filme do Dia: There's Something About a Soldier (1934), Dave Fleischer

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  T here’s Something About a Soldier (EUA, 1934). Direção: Dave Fleischer. Música: George Steiner & Sammy Timberg. Fazendo uso de uma composição do britânico Noel Gay composta para um filme de ação ao vivo, produzido no ano anterior, inclusive para seu título, essa animação curta tem ao menos uma passagem que se torna digna de nota, mesmo deixando de lado os dois beijos grandemente sensuais trocados por Betty Boop e seu galante soldado. Trata-se do momento em que o soldado, como todos os voluntários, resolve se alistar, a partir da sedução exercida por Betty. Aqui, voluntariamente ou não, ocorre um sagaz comentário sobre a padronização que o exército efetua literalmente sobre o corpo do indivíduo, que sai com uma postura padrão que o soldado deve ter.   Aliás, o soldado em questão, é de longe o mais atrativo da longa lista e apesar de já ter despertado a atração da heroína antes mesmo de sua metamorfose como militar, a qual aliás faz referência o título, a ganhará de fato evident

Filme do Dia: Poor Cinderella (1934), Dave Fleischer

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P oor Cinderella (EUA, 1934). Direção: Dave Fleischer. Música: Sammy Timberg. Talvez não seja tão aleatório que esse seja o único curta colorido com a célebre personagem Betty Boop. Ao contrário de boa parte de suas narrativas que, mesmo se detendo em um universo de fantasia possuem uma base fincada solidamente em um cotidiano urbano contemporâneo (tal como é o caso de Baby be Good ) , aqui se abraça o mundo da fantasia sem qualquer moldura mediadora. Mesmo fazendo uso extenso de canções, como habitual no período, e tendo as cores como atrativo para os seus cenários luxuosos – descritos com relativa discrição, ao final de contas, não se encontra ausentes alguns não menos discretos toques de malícia, que interagem com os clichês, como é o caso do cupido que abre mão não de uma lança, mas de um martelo batido na cabeça do príncipe. Até os ratos, que serão transformados em cavalos, através da fada madrinha, em um dos “efeitos” mais visualmente interessantes da animação, participam d

Filme do Dia: Minding the Baby (1931), Dave Fleischer

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M inding the Baby (EUA, 1931). Direção: Dave Fleischer. Música: George Steiner. Animação em que Betty Boop se torna apenas coadjuvante para Bimbo, seu namoradinho que se vê com a presença do irmão mais novo chorando no berço. A ironia, uma das marcas registradas da série, já se inicia com o canto de ninar que dá título ao filme. O apelo erótico, outra característica típica, também se faz presente, na chamada ladina de Betty para que Bimbo a vá visitar porque sua mãe saiu. O bebê, bastante precoce, fuma charuto às escondidas e chacoalha o seu leito como uma taça de barman. Fleischer Studios para Paramount Pictures.7 minutos e 8 segundos.

Filme do Dia: Jack and the Beanstalk (1931), Dave Fleischer

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Jack and the Beanstalk (EUA, 1931). Direção: Dave Fleischer. Um certo tom “primitivista” imperante na animação produzida por Fleischer, destituída de sua maior criatividade no período mudo, pode ser aqui observada nessa que é mais uma de dezenas de adaptações que a história recebeu do cinema ao longo dos anos, notadamente no universo da animação, faz-se presente logo ao início quando o pretenso “plano ponto de vista” do personagem que arranca um corno de sua vaca para observar de onde caíra o gigantesco charuto do gigante sobre seu telhado é seguido por um plano que pretensamente seria o correspondente de seu olhar, só que de um ângulo totalmente distinto. Embora faça parte da série Betty Boop, esta só surge pela metade da animação, encarnando a personagem da harpista, aqui transformada em mera criada, sendo Bimbo o protagonista. Rapidamente, e sem muitos protocolos, Bimbo passa do status de estranho ao de salvador de Betty, tascando-lhe um beijo na boca. Destaque para a cena em