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domingo, 15 de abril de 2018

Filme do Dia: O Escorpião de Jade (2001), Woody Allen


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O Escorpião de Jade (The Course of the Jade Scorpion, EUA/Alemanha, 2001). Direção e Rot. Original: Woody Allen. Fotografia: Zhao Fei. Montagem: Alisa Lepselter. Dir. de arte: Santo Loquasto & Tom Warren. Cenografia: Jessica Lanier. Figurinos: Susanne McCabe. Com: Woody Allen, Helen Hunt, Charlize Theron, Dan Aykroyd, Elizabeth Berkley, John Schuck, John Tormey, Kaili Vernoff, Wallace Shawn, David Ogden Stiers.
           Nova York, anos 40. C.W. Briggs (Allen), que possui o respeito de seus pares na companhia de seguros, onde sempre consegue resolver os casos misteriosos de roubo, passa a se sentir ameaçado com a chegada da dinâmica loura Betty Ann Fitzgerald (Hunt). Betty Ann, amante do dono da companhia, Chris Magruder (Akroyd), acredita que Briggs e sua intuição é coisa do passado e faz necessário que a firma modernize-se. Em um espetáculo de mágica, Briggs e Betty Ann tornam-se vítimas do inescrupuloso Voltan (Stiers), que consegue mantê-los sob  transe a partir de algumas palavras mágicas e assaltarem as jóias dos milionários, que são assegurados pelo sistema de segurança bolado pelo próprio Briggs. Investigando sem saber os seus próprio atos, Briggs tomará como principal suspeita Betty Ann, com quem vive às turras. Depois de ser descoberto e fugir da prisão, Briggs fica a par de tudo, assim que o colega de trabalho, George Bond (Shawn), refere-se ao hipnotizador. No último momento, desfaz o casamento entre Betty Ann e Magruder, após pronunciar a palavra mágica.
        Esse tributo ao cinema noir, sobretudo a Pacto de Sangue (1944), de BillyWilder, é decepcionantemente pouco original e repete muito dos cacoetes de filmes anteriores do cineasta, inclusive do muito mais charmoso e divertido Um Misterioso Assassinato em Manhattan que já possuía uma seqüência-tributo ao filme clássico de Wilder, embora fosse ambientado em uma Nova York contemporânea. A sensação de deja vu se torna imperativa, seja no momento em que Briggs é preso e posa para fotografia para à polícia (como em Memórias), que é surpreendido no apartamento de Betty Ann (como em Um Misterioso Assassinato em Manhattan ) ou do próprio espetáculo de mágica (como no episódio de Contos de Nova York). Como descrição de um personagem sem o “glamour” de seu alter-ego de classe média alta, nas suas comédias contemporâneas, o filme é bem menos interessante que Broadway Danny Rose e, mesmo, do menos bem sucedido Trapaceiros, que soam mais autorais e menos presos as convenções dos filmes de gênero que fazem referência. Sem boa parte da equipe técnica que o acompanhou por muito tempo, o filme parece igualmente se ressentir do habitual tino do cineasta para valorizar coadjuvantes, embora o apuro com a direção de arte e a fotografia permaneça o mesmo. Dreamworks/Gravier Productions/Jack Rollins & Charles H. Joffe/Perido Productions/VCL Communications GmbH. 103 minutos.


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